Método de trabalho
Quatro movimentos, sempre na mesma ordem. O que muda de um projeto para o outro é a profundidade de cada um, nunca a sequência.
Os quatro movimentos
Diagnóstico e desenho podem ser contratados separadamente. Acompanhamento só existe quando há plano acordado.
Entender antes de propor
Começo lendo o negócio pelos números e pela operação, na mesma semana. Demonstração de resultado do canal, composição de margem, custo de servir, base de clientes e capacidade instalada. Em paralelo, converso com quem executa. A maior parte das respostas já está dentro da empresa, distribuída entre pessoas que não se falam com frequência suficiente.
Nomear o problema com número
Problema sem número não sustenta decisão. Fecho essa etapa com o problema dimensionado em receita, margem ou caixa, e com a cadeia entre decisão e resultado reconstruída até o ponto exato onde ela se rompe. Quando a leitura contraria o que a empresa esperava ouvir, digo assim mesmo.
Desenhar o que é executável
O plano é dimensionado pela capacidade real da empresa, não pela ambição da apresentação. Cada frente sai com escopo, sequência, responsável, indicador e prazo. O que não cabe fica registrado como decisão adiada, não como item de lista. Tecnologia entra depois do modelo definido.
Acompanhar até virar rotina
Plano sem acompanhamento vira intenção. Participo do ritual de gestão pelo tempo combinado, ajusto o que a realidade mostrar que precisa de ajuste e trabalho para que o time interno assuma a condução. O bom encerramento de um projeto é aquele em que a empresa segue sem mim.
O que fica combinado antes de começar
Consultoria dá errado quase sempre por expectativa mal alinhada, não por conteúdo. Estes pontos ficam por escrito desde a proposta.
- Quem conduz
- Leandro Alves conduz o projeto do primeiro dia ao encerramento. Especialistas complementares, quando houver, são apresentados na proposta com nome e papel.
- Escopo e prazo
- Definidos por entrega, não por hora avulsa. Mudança de escopo é renegociada por escrito, não absorvida em silêncio.
- Acesso a dados
- O trabalho exige acesso a demonstrações, base de clientes e indicadores operacionais. Acordo de confidencialidade é prática comum e pode ser assinado antes de qualquer troca.
- Presença
- Diagnóstico e recuperação de operação exigem presença física. Estratégia, modelagem e acompanhamento funcionam bem em formato remoto, com encontros presenciais nos marcos de decisão.
- Ritual de acompanhamento
- Reunião com pauta fixa, indicadores e responsáveis. Sem ritual, plano vira intenção.
- Encerramento
- O projeto termina quando a rotina interna assume a condução. Encerramento é entrega, não abandono.
O que orienta as escolhas
- Poucos projetos ao mesmo tempo
- Profundidade exige presença. Trabalho com um número reduzido de clientes simultâneos e digo não quando a agenda não permite fazer bem.
- Quem vende é quem entrega
- Não existe equipe júnior assumindo o projeto depois da assinatura. Quando o desafio pede competência complementar, entram especialistas que também vieram de cargos executivos.
- Número antes de opinião
- Toda recomendação precisa estar apoiada em uma conta que a empresa consiga refazer sozinha.
- Recomendação executável
- Se a empresa não tem capacidade de executar, a recomendação está errada, mesmo que esteja tecnicamente correta.
- Proximidade com a liderança
- Trabalho junto de quem decide. É onde a consultoria gera valor e é onde ela deve ser cobrada.
Comece pela conversa, não pela proposta.
Uma reunião de 45 minutos costuma ser suficiente para saber se existe projeto e qual formato faz sentido.